Um amor que o mundo não quis ou talvez não soube segurar.
Escorreu pelas mãos do tempo, pelas brechas das palavras, pelos quase, pelos silêncios que ficaram depois.
Grande demais ou fundo demais, ninguém nunca explicou direito.
Só sei que não coube lá fora.
Aqui dentro ele se espalhou sem pedir licença, ocupou os cantos mais quietos, aqueles onde a gente evita olhar, sabe?
Às vezes pesa, como se ainda estivesse tentando existir em algum lugar que não eu.
Às vezes só dói, baixo, constante, como uma saudade que não tem nome.
E eu sigo, carregando o que o mundo não levou, como quem guarda um resto de infinito
que nunca aconteceu.
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Autor:
DoSSantos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de abril de 2026 14:16
- Categoria: Amor
- Visualizações: 4
- Em coleções: Um Amor Improvável.

Offline)
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