SONETO MILAGROSO

Vilma Oliveira


Aviso de ausência de Vilma Oliveira
YES

Ondas que vão e vêm batem n’areia

Hastes de pétalas brancas acetinadas

Lírios, rosas e dálias como as sereias,

Envolvem todo o encanto d‘alvorada...

 

Onde se esconde esse teu negro olhar?

Cobrindo à noite fria com seus segredos

Além dos mares calmos tens a fitar...

Imagens desencontradas de arremedos...

 

Algures terás o céu por recompensa

Milagres há de haver por toda parte

Onde estiver essa saudade imensa!

 

Amigo, tu serás decerto, único e primeiro!

Oásis – recanto de todo aquele que reparte

Joias, livros, conforto e sonhos verdadeiros...!

 

  • Autor: Vilma Oliveira (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 29 de abril de 2026 19:37
  • Comentário do autor sobre o poema: Uma Breve análise sobre este soneto: O soneto segue a estrutura clássica de 14 versos (dois quartetos e dois tercetos). Embora a métrica varie, há um esforço claro na manutenção das rimas (areia/sereias, alvorada/encantada — apesar de encanto no texto, a rima se sugere), o que confere a musicalidade típica do gênero. A primeira estrofe utiliza elementos marinhos e florais (ondas, lírios, sereias) para estabelecer um cenário de pureza e encantamento ligado à alvorada. Na segunda estrofe, o tom muda para o mistério. O negro olhar contrasta com a brancura das pétalas iniciais, trazendo uma profundidade emocional e um toque de melancolia (noite fria). Os tercetos finais elevam o poema para um plano quase metafísico. As palavras: recompensa, milagres e oásis, sugerem que, apesar da saudade imensa, existe uma cura ou uma luz reservada para quem sabe compartilhar. Você define o amigo como um porto seguro (oásis) para aqueles que repartem não apenas bens materiais (joias), mas também o intelecto e a alma (livros e sonhos). No último verso, o uso de verdadeiros, quebra levemente o ritmo por ser uma palavra longa, mas fecha bem o conceito de autenticidade que o poema propõe.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 7
  • Em coleções: Sonetos.


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