Num gesto suspenso e cansado
alguém surgiu ao longe
caminhando passo a passo
solitário como um monge.
Era alguém! Bem sei que era!
Alguém sem nada que nada diz
passando livido como a cera
por entre os outros infeliz.
Trazia olhar de prata
olhos negros cor de fado
alguém que a morte não abraça
um poeta já cansado.
Quem seria tal figura
que o destino ali nos deu?!
Olhei com olhos de ternura
e afinal aquele era eu! ...
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Autor:
Ricardo Maria Louro / Káká Louro (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de abril de 2026 06:04
- Categoria: Triste
- Visualizações: 2

Offline)
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