Vagando pelas noites, na parada de ônibus
Aflitos pelo tempo, aflitos pelos dias ocupados
No céu claro, quando o dia estiver raiando, quero fechar meus olhos e sentir o vento
Tirar tudo o que tem dentro do coração, despejar o que não for útil
Inimigos do tempo, não suportamos estar parados
Envelhecer só de pensar, a corda está muito apertada
Meu amigo no hospital, preso num quarto, nem ao menos fui visitar
Não quero que tenha pena de mim, nem me sinto bem em ter algo de você
Na busca do 1%, na busca de uma mudança drástica
Com a cruz no peito, meu coração se sente pesado
Sem mensagens, sem preceitos, eu excluí tudo o que me pertencia
Inimigos do tempo, costuramos a disciplina na nossa carne
Ontem eu escutei um choro baixo
Não lembro, talvez fosse o meu, entre as páginas de um livro
Sem se dar por vencido, com um certo orgulho desnecessário
A humildade me faltou, a força motriz da minha utilidade
Escutei suas opiniões, sem opções, cheio de situações
Escrevendo para nada, sem resultados, planilha aberta, faturamento baixo
Dados quantitativos, análise estatística, sua média ponderada negativa
Inimigos do tempo, vivemos como se não houvesse amanhã, no fim do dia me dei conta, ser consciente demais cansa...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 28 de abril de 2026 20:49
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 2
- Usuários favoritos deste poema: LF Text
- Em coleções: Melhores poemas.

Offline)
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