Estar melancólica
é como pegar um resfriado:
vem,
te abate —
mas passa.
Não escolhe o momento e nem estação.
Chega no inverno ou no verão,
num domingo de sol,
no meio da festa
ou numa noite silenciosa.
Também não avisa quando partirá
mas sabemos:
Partirá.
Você se ocupa,
tenta ignorá-la —
ainda assim, ela está lá.
E no primeiro instante que estiver a pensar,
você a percebe:
esgueirando-se,
tímida,
dizendo “olá”.
Sua vinda é iminente
e pesada —
isso é certo.
Com paciência,
suportam-se seus espinhos.
E quando ela se vai,
deixa arranhões —
só para lembrar
que um dia qualquer
ela volta.
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Autor:
Poetisa do amanhã (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 28 de abril de 2026 19:19
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5

Offline)
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