Estar melancólica
é como pegar um resfriado:
vem,
te abate —
mas passa.
Não escolhe o momento e nem estação.
Chega no inverno ou no verão,
num domingo de sol,
no meio da festa
ou numa noite silenciosa.
Também não avisa quando partirá
mas sabemos:
Partirá.
Você se ocupa,
tenta ignorá-la —
ainda assim, ela está lá.
E no primeiro instante que estiver a pensar,
você a percebe:
esgueirando-se,
tímida,
dizendo “olá”.
Sua vinda é iminente
e pesada —
isso é certo.
Com paciência,
suportam-se seus espinhos.
E quando ela se vai,
deixa arranhões —
só para lembrar
que um dia qualquer
ela volta.
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Autor:
Poetisa do amanhã (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 28 de abril de 2026 19:19
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 35

Offline)
Comentários2
Olá poetisa! Boa noite! Seu poema fala de um sentimento comum a todos nós no percurso da nossa vida. Há dias que pensamos que o mundo vai acabar, pois a dor que sentimos no peito é tão imensa que parece dividir o coração em mil pedaços, não é verdade? Mas, nada como o tempo para ressignificar tudo, e mesmo que essa dor volte de vez em quando, a ferida está cicatrizando e podemos seguir nossa caminhada em busca de outras emoções mais positivas.
Parabéns pelo poema Meu abraço poético.
Isso mesmo querida!
Bom é não nos apegarmos.
Agradeço pelo comentario e pela sua visita aqui.
Boa noite!
SERGIO NEVES - ...como já dizia o grande Francisco, o Buarque de Holanda.: "...tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu, a gente estancou de repente...",...e por aí vai...,...essas "melancolias" quando atacam são um caso sério...,...ô danadinhas! / ...e sobre esse todo "vem e vai/vai e vem" delas, tu versaste de modo a transmitir pra lá de bem esse sentimento...,...um escrito com a tua marca! /// Carinhos a ti, minha querida amiga.
Como sempre, meus agradecimentos caro poeta!
Fico feliz de saber q soube transmitir esse tais sentimentos.
Boa noite!
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