E eu avisei, estou cansado também
Me juntando ao banco dos exaustos
Meu suor escorre, meu sangue coagulado, sem temperança, meio temerário
Eu não quero ser outra tragédia
Mas, eu ainda me importo com as coisas
Quais coisas? São tantas, tão banais, estudo, trabalho, alguns jogos e relacionamentos
Me senti pesado, sem lugar para falar, sem lugar para tirar o coração da corda
Sem contato, meio apático, meio inóspito
Sem ser a voz da razão, sem emoção
Abra o meu coração, você verá tudo o que eu não disse
Padrões que se repetem, garota que não me deu atenção
Eu não quero mais sentir, porque me parece sem sentido
Na realidade, tudo isso é uma fuga da própria dor
Na verdade, eu só me senti vivo quando estive morrendo
Quando o suor não parava, quando meu sangue escorria, quando adrenalina percorria
Sou sem sentido, um abstrato, um utópico, um esboço de quem deveria ser
Todos os padrões se repetiram, ei, estou cansado também
Mas, não preciso falar, meu olhar já diz, não me importa se entendeu ou não
Entrando em órbita, final do dia, sociedade acabada, sou apenas outro sobrevivente...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 27 de abril de 2026 17:45
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: LF Text
- Em coleções: Melancólico.

Offline)
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