O amor não é leve, é bruto e desajeitado,
é feito de erros grandes, mal pensados.
Não é só tropeço bobo que dá pra esconder,
às vezes a gente fere quem mais quer proteger.
Palavras viram lâmina sem a gente notar,
e o outro sangra quieto sem conseguir falar.
A gente erra feio, erra fundo, erra além,
machuca o outro inteiro… e se quebra também.
E ainda assim, no caos, no peso do errado,
tem algo no amor que insiste, calado.
Porque até no erro grande, difícil de aceitar,
existe um resto de nós que não quer se soltar.
Mas quando você vai, não tem como fingir,
o peito vira pedaço impossível de unir.
São cacos de lembrança cortando devagar,
cada um deles grita sem você escutar.
E a dor… ela vem sem pedir licença,
não tem delicadeza, não tem paciência.
É como morder um pastel e se enganar,
o queijo queima tudo quando começa a puxar.
Arde, gruda, insiste, não quer ir embora,
igual teu adeus preso aqui dentro, agora.
E mesmo sabendo de tudo que aconteceu,
de cada erro nosso, de tudo que doeu…
Se um dia você voltar, sem saber explicar,
eu vou outra vez… sem saber recusar.
Porque amar desse jeito, torto e sem razão,
é aceitar se perder dentro do mesmo coração.
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Autor:
Tainá Lopes (
Offline) - Publicado: 26 de abril de 2026 21:16
- Comentário do autor sobre o poema: Você foi embora e eu só pude chorar.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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