Por muito tempo eu fui inverno,
silêncio preso em mim,
um coração fechado por dentro,
com medo de sentir outra vez assim.
Transformei sentimentos em muralhas,
fingi não precisar de ninguém,
como se a frieza que eu carregava
me protegesse de sofrer também.
Mas então você chegou devagar,
sem forçar espaço ou direção,
e sem perceber foi acendendo
algo esquecido em meu coração.
Seu jeito calmo, seu sorriso leve,
me fez baixar a guarda sem notar,
e aquilo que eu chamava de gelo
começou aos poucos a se quebrar.
Talvez o amor seja justamente isso:
não alguém que invade ou quer ficar,
mas alguém que faz a alma entender
que ainda vale a pena tentar.
E pela primeira vez em muito tempo,
sem medo do que pode acontecer,
eu deixo meu coração escolher
dar ao amor uma nova chance de viver.
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