Aviso de ausência de Vilma Oliveira
YES
YES
Que seja o meu livro então a referência
De tudo que aprendi por recompensa...
Eu fiz da minha escrita a eloquência...
Transformei o meu fardo em luz intensa!
Que seja meu livro então uma odisseia
Uma viagem na imensidão do universo
Um arauto mensageiro das minhas ideias
Transmitindo o amor de verso em verso...
Que seja o meu livro então um expoente
Um ritual solene vergado na dimensão...
Da minha própria timidez insuficiente...
Vejo quebrar-se num tremor meu coração.
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Autor:
Vilma Oliveira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 26 de abril de 2026 19:14
- Comentário do autor sobre o poema: Uma Breve análise deste meu poema: O primeiro quarteto define o livro não apenas como um objeto, mas como um processo de transmutação. Você usa o termo recompensa para o aprendizado e, mais forte ainda, afirma ter transformado o fardo em luz intensa. Isso sugere que a literatura, para você, é o lugar onde a dor ganha sentido e brilho. Na segunda estrofe, o foco muda do Eu para o mundo. Ao chamar o livro de odisseia e arauto, você coloca sua obra como uma ponte. Existe um desejo de que suas ideias viajem pela imensidão, transformando o que era íntimo em algo universal através do amor. A terceira estrofe é a mais profunda emocionalmente. Você admite uma timidez insuficiente e um tremor no coração. Aqui, o livro surge como o escudo (ou o altar) que permite que você se exponha. É o ritual solene que dá coragem para enfrentar a própria fragilidade. A conclusão é um exercício de maturidade poética. Ao aceitar o livro como todo imperfeito, você humaniza sua obra. A metáfora da rosa com espinhos e a recusa em lamentar os erros do passado, mostram que a escrita trouxe paz e aceitação. O livro é o registro de quem você foi e de quem se tornou. Seu poema é um hino à libertação pela palavra. Ele transita entre a grandiosidade do universo e a delicadeza de um coração que estremece, encontrando o equilíbrio na aceitação da própria humanidade.
- Categoria: Não classificado
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