Nasce, Tulipa

luzdalua

Um jardim desagua uma primavera crescente
As flores balançam e se fixam num solo macio
O local perfuma o orvalho de uma era recente
São tantas belezas vivas, tais como um presente

 

No fundo, escondendo-se da própria fertilidade
Uma pequena planta se recusa a iniciar sua vida
Prefere manter sua inexistência, sua inutilidade 
Ela não reconhece a beleza de ser tão colorida 

 

Transborda sua perfeita essência, saia dessa fila
Vê se nasce Tulipa repleta dessa inquieta solidão
O campo é mais belo com sua brilhosa clorofila
A natureza necessita de você, faça a polinização

  • Autor: luzdalua (Offline Offline)
  • Publicado: 24 de abril de 2026 00:52
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.