Pulsar

Patty Alves

Pulsar

Não desejo ver somente o sol, mas também contemplar a lua.

Não quero apenas o mar, mas sentir a areia nos pés

Não quero somente apreciar as estrelas, mas também sentir a brisa da noite

Quero o Horizonte mas também o sudeste

Não quero apenas o abraço e o afago, mas também o confronto que nos enriquece

Não quero ficar apenas na turbulência do dia, mas na calmaria do aconchego da noite

Não quero saber só do agora, mas do ontem e do amanhã que nos fortalecem

A vida é um constante sopro, as vezes ventania, as vezes suspiro, as vezes um simples pulsar.

Não importa se dia ou noite, sol ou lua, chuva ou sol, sigamos

Não podemos ter tudo que desejamos, mas podemos sempre vislumbrar

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Comentários1

  • Vilma Oliveira

    Boa noite poetisa Patty! Este poema é uma celebração da totalidade. A autora propõe uma aceitação plena de todos os contrastes da existência: a luz e a sombra, o mar e a areia, o conforto e o confronto. A vida é apresentada como um fenômeno rítmico — um pulsar — que não exige a escolha de um lado, mas a capacidade de habitar todos eles. É um texto de reconciliação, onde o horizonte(o infinito) convive com o sudeste (o concreto/direcional), sugerindo que a verdadeira sabedoria não está em ter tudo, mas na disposição de contemplar e integrar cada sopro ou ventania que nos atravessa. Meus parabéns por seu belo poema! Abraço poético.

    • Patty Alves

      Bom dia, mestre poética! Obrigada pela leitura, apreciação e comentário em meu poema, é uma honra.
      É exatamente sobre isso, que pensei ao escrever, todos nós temos luz e sombras, e todos nós precisamos de confrontos e confortos e uma direção a seguir.
      Obrigada! Abraços, poéticos, risos.



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