Pulsar
Não desejo ver somente o sol, mas também contemplar a lua.
Não quero apenas o mar, mas sentir a areia nos pés
Não quero somente apreciar as estrelas, mas também sentir a brisa da noite
Quero o Horizonte mas também o sudeste
Não quero apenas o abraço e o afago, mas também o confronto que nos enriquece
Não quero ficar apenas na turbulência do dia, mas na calmaria do aconchego da noite
Não quero saber só do agora, mas do ontem e do amanhã que nos fortalecem
A vida é um constante sopro, as vezes ventania, as vezes suspiro, as vezes um simples pulsar.
Não importa se dia ou noite, sol ou lua, chuva ou sol, sigamos
Não podemos ter tudo que desejamos, mas podemos sempre vislumbrar
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Autor:
Patty Alves (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de abril de 2026 18:12
- Categoria: Amor
- Visualizações: 18
- Usuários favoritos deste poema: Vilma Oliveira, Apegaua
- Em coleções: Sintonia de amor e fé.

Offline)
Comentários1
Boa noite poetisa Patty! Este poema é uma celebração da totalidade. A autora propõe uma aceitação plena de todos os contrastes da existência: a luz e a sombra, o mar e a areia, o conforto e o confronto. A vida é apresentada como um fenômeno rítmico — um pulsar — que não exige a escolha de um lado, mas a capacidade de habitar todos eles. É um texto de reconciliação, onde o horizonte(o infinito) convive com o sudeste (o concreto/direcional), sugerindo que a verdadeira sabedoria não está em ter tudo, mas na disposição de contemplar e integrar cada sopro ou ventania que nos atravessa. Meus parabéns por seu belo poema! Abraço poético.
Bom dia, mestre poética! Obrigada pela leitura, apreciação e comentário em meu poema, é uma honra.
É exatamente sobre isso, que pensei ao escrever, todos nós temos luz e sombras, e todos nós precisamos de confrontos e confortos e uma direção a seguir.
Obrigada! Abraços, poéticos, risos.
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