Há um lugar dentro de nós
onde as palavras morrem antes de nascer.
Um canto esquecido, abafado,
onde guardamos tudo aquilo
que nunca tivemos coragem de dizer.
Ali vivem os abraços que não demos,
os “eu te amo” que engolimos,
as despedidas que adiamos
até que o tempo, impiedoso,
as fez por nós… sem aviso.
A vida não espera.
Ela passa — às vezes lenta, às vezes cruel —
mas sempre levando consigo
pedaços de quem fomos
e das pessoas que amamos.
Quantas vezes você sorriu por fora
enquanto desmoronava por dentro?
Quantas vezes fingiu ser forte
só para não preocupar ninguém,
enquanto implorava, em silêncio,
para que alguém percebesse?
A verdade é que todos estamos cansados.
Cansados de parecer inteiros
quando estamos em ruínas.
Cansados de sermos porto
sem nunca termos onde ancorar.
E um dia…
sem que ninguém perceba,
alguém desiste.
Não de viver,
mas de insistir.
De lutar.
De esperar.
E o mundo continua…
como se nada tivesse acontecido.
Mas aconteceu.
Sempre acontece.
Por isso, hoje…
antes que seja tarde,
olhe nos olhos de quem você ama.
Diga o que precisa ser dito.
Abrace como se fosse a última vez.
Porque, talvez, seja.
E o maior peso da vida
não é a dor que sentimos…
é o amor que nunca entregamos.
-
Autor:
Anderson Del Duque (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 22 de abril de 2026 17:59
- Categoria: Amor
- Visualizações: 8

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.