...Que deixo meus lábios à deriva na geografia do teu corpo, como motor quente de um carro, cortando madrugada, rasgando o silêncio com fome de estrada…
Teu suspiro acende incêndios em mim, não são só caminhos, são labirintos sem saída, onde me perco de propósito, onde me deixo consumir.
E eu acelero…
não por pressa mas porque tua pele parece pedir
esse choque, esse atrito que quase queima, que quase denuncia o que a gente tenta esconder.
Meu oceano chama o teu corpo com maré cheia e impaciente, dessas que não respeitam margem,
que avançam, invadem, e deixam sal em cada pedaço tocado.
É um idioma sujo de desejo, antigo e bruto, dito no encontro das respirações falhas, no arrepio que sobe sem pedir licença e desce como promessa.
E quando a noite nos engole, já não existe freio,
só essa tensão crua, elétrica, um calor que pulsa por baixo da pele, latejando, insistente…
como se cada segundo fosse um limite prestes a ser rompido.
E no silêncio…
no maldito silêncio entre um suspiro e outro, o fogo cresce, se espalha, se torna indomável, até deixar de ser chama…
e virar explosão de almas transcedentes a qualquer escuridão...
Por um alucinado Freddie Seixas.
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Autor:
Freddie Seixas (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de abril de 2026 10:49
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 6

Offline)
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