Beijo de Faca

Lux tenebris



Acreditei no teu olhar ferido, chamei de amor o que era armadilha.

Dei meu peito, sangrei sem ter pedido,

mas tua boca só cuspia mentiras.

 

Fiz de ti um templo em oração, 

enquanto tu ria da minha dor.

Fui Judas de mim, por ilusão,

traí meu coração por teu favor.

 

Me ajoelhei no chão dos teus pecados,

e ainda te amei com alma partida.

Mas hoje ergo meus passos pisados,

de quem morreu em ti, mas volta à vida.

 

Agora eu visto silêncio que arde,

carrego cicatriz como medalha.

Teu beijo de Judas, covarde -

mas eu sou a cruz... e não quem falha. 

  • Autor: Lux tenebris (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 20 de abril de 2026 20:55
  • Comentário do autor sobre o poema: Esse poema nasceu de uma inspiração nas metáforas e símbolos da Bíblia, principalmente nas ideias de traição, sacrifício e redenção. Usei referências como Judas, a cruz e o ato de se ajoelhar não de forma religiosa direta, mas como linguagem simbólica para expressar dor, entrega e renascimento emocional. Além disso, busquei refletir o conflito entre culpa e libertação, mostrando a transformação de alguém que deixa de se ferir por amor para finalmente se reconstruir.
  • Categoria: Espiritual
  • Visualizações: 6
  • Usuários favoritos deste poema: Drica


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