ATO 1: O Silêncio da Rendição
Em penumbra e luz, um palco se revela,
Corpo nu em arco, forma que se entrega.
No chão, joelhos e mãos, o chão beijando,
Sussurros de pele, um rito se iniciando.
A mordaça na boca, um silêncio eloquente,
Gritos contidos, alma transparente.
O dom da submissão, elo invisível,
Vulnerável força, prazer indizível.
Ele, sombra e toque, mão que conduz,
Olhar profundo, senhor da luz.
Jeans e músculos, um poder sereno,
No palco oculto de um desejo pleno.
Entrelaço de almas, um pacto sem voz,
Instinto ancestral que renasce em nós.
No abraço mudo, a entrega total,
Um fogo aceso, selvagem, primal.
Não há vergonha no que se revela,
Apenas a dança, a pele que apela.
Liberdade e prisão em um só arrepio,
Onde o corpo fala o mais profundo eu.
ATO 2: A Sombra do Desejo
A penumbra é meu reino, e ela, minha obra-prima,
Cada curva que a luz revela, meu desejo ensina.
Com a mão que afaga, a mão que aprisiona,
Moldando a vontade, a alma que ressoa.
Sua mordaça não cala, mas amplifica o silêncio,
A confissão muda de um coração em meu lenço.
Os quadris que se elevam, a cabeça inclinada,
Oferenda viva, sem palavra pronunciada.
Em meu toque, a certeza, a rédea que seguro,
Sua postura, um espelho do meu futuro.
Sou o arquiteto da entrega, o mestre do querer,
Em cada fibra dela, meu poder florescer.
O ar denso que nos cerca, eletricidade pura,
Testemunha silenciosa da minha doçura.
Não há espaço para dúvidas, só para a verdade:
Ela é minha, irremediivelmente, por toda a eternidade.
ATO 3: O Sussurro Amordaçado
A tira na boca, um segredo calado,
Mas o corpo grita em êxtase velado.
Cada arfar contido, um hino de desejo,
Nos braços dele, meu mais puro ensejo.
De quatro no chão, em doce humildade,
Sinto as mãos dele, pura intensidade.
Puxa-me para perto, em gesto que me prende,
E nessa posse ardente, meu espírito se estende.
Não há resistência, apenas a aceitação,
Entrega total que se torna libertação.
Em cada toque, um arrepio que me move,
Em cada olhar, um novo amor que se remove.
Minha mente se esvai, em bruma de paixão,
Foco nas sensações, na pura pulsação.
O cheiro dele inebria, o calor me aquece,
Na sua presença, o mundo desaparece.
Ele é meu mestre, o dono do meu ser,
E eu sou sua, em completo prazer.
Este não é cativeiro, é santuário do querer,
Sou possuída, sim, e amo pertencer.
Quero mais desse controle, dessa submissão,
Que me eleva, me incendeia o coração.
Meu corpo arqueia, em ansiosa espera,
Sim, eu amo ser possuída, essa é minha primavera.
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Autor:
SAGITARIANO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 20 de abril de 2026 15:07
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Jairo Cícero
- Em coleções: EROTISMO & PORNOGRAFIA!!!.

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