Olhos baixos, lembrei dos dias que estive mal
Vozes entram e saem dos meus ouvidos
Eu não sei, qual é qual? Não adianta
Estou frio, estou gelado, estou negativo e abaixo de zero
Não quero mudar o mundo, só preciso não mudar do jeito que o mundo quer
Então faça silêncio, nem opine sobre a vida alheia
Estou cansado, a paciência acabando, minha linha quase se rompendo
No escuro, eu realmente posso mostrar as minhas garras
Debaixo do óculos, através dos olhos, dentro da minha mente
Não minta, não pense, não fale, não rejeite
Se eu resolver derramar meu sangue, inundarei uma sala inteira
Se eu resolvesse abrir a minha boca, você não teria ego
Dupla face, dupla personalidade, duplipensar, dualidade
O que sou dentro, o que sou fora, a opinião por dentro, a causa por fora
Posso apontar a arma, posso enfiar a bala, posso acionar o gatilho
Silêncio, deixe o silêncio correr, a alma respirar, a água afundar, o cansaço morrer
Sou tudo aquilo, sou tudo isso, sou mais do que isto
Como a neve, imperceptível, a sombra de uma árvore, um calafrio, uma luz azul
Não pense que estou olhando de cima, estou por baixo, atrás dos meus próprios olhos
Eu me senti sozinho, mesmo quando conversei com você...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 19 de abril de 2026 21:22
- Comentário do autor sobre o poema: Eu me senti sozinho, mesmo quando conversei com você...
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: LF Text, Luiza Castro
- Em coleções: Melancólico.

Offline)
Comentários1
Profundo, lisonjeado em ler isso!
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