Fiquei perto do pior animal.
Ele era voraz,
muito eficaz.
Matava sem pensar.
Por um instante, sorriu antes de começar.
De início, abriu vários ferimentos
e começou a dilacerar.
Acho que não era apenas alimento:
usava como instrumento,
brinquedo de diversão,
peão na mão de criança.
Os mantém vivos
enquanto vai destruindo,
antes de atacar o coração.
Colocou as garras no abdômen
e expôs as vísceras,
derramou sangue,
provocou um grunhido agonizante;
eram terríveis as feridas.
No último suspiro,
deixou uma lágrima no chão,
não pela dor, mas por sentir a crueldade,
e viu a verdade:
que era apenas uma vítima.
Eu sei que não parece,
não causa medo,
muito menos anseio
ou vontade de correr.
Por causa disso,
não soube fugir.
Eu vos alerto:
o pior animal é o homem.

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