ALIENÍGENA

LEIDE FREITAS

ALIENÍGENA

  

Eu queria dizer

Que sou normal,

Que sou humana,

Que sou terrena,

Mas dizer isso 

Não seria verdade,

Não condiz com a minha essência

Esse corpo em que habito

É apenas o meu invólucro,

Que me permite viver serena

Entre flores, espinhos e outras cenas

Venho das estrelas,

Sou de outro universo,

De outros tempos,

De outras linguagens,

De outros seres e linhagens

Que aqui já não habitam,

Porque encontraram 

O caminho de casa.

 

Leide Freitas 

 

  • Autor: LEIDE FREITAS (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 18 de abril de 2026 20:42
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 11
  • Usuários favoritos deste poema: Drica, Vilma Oliveira
Comentários +

Comentários2

  • Drica

    Que lindo! Você me fez lembrar Exilados de Capela.

  • Vilma Oliveira

    Boa noite poetisa Leide! A autora estabelece uma distinção clara entre o invólucro (o corpo físico) e a essência (o espírito). O corpo é visto apenas como uma ferramenta necessária para navegar na Terra, mas não define quem a pessoa realmente é. Há uma forte influência de temas esotéricos ou de ficção espiritualista. Ao dizer que vem das estrelas e de outras linhagens, o eu lírico se posiciona como uma observadora estrangeira da humanidade, alguém que mantém uma conexão com uma sabedoria ou um lugar ancestral fora do alcance terreno. O final revela uma certa solidão (outros seres... que aqui já não habitam), mas também uma esperança. A morte ou a partida não são vistas com medo, mas como um retorno: encontraram o caminho de casa. A autora não se sente normal porque sua régua de medir a realidade não é humana, mas universal. Parabéns pelo poema! Abraço poético.

    • LEIDE FREITAS

      Obrigada por tua gentil interpretação do meu poema, uma interpretação amplificada e digna de uma visão superior. Adorei. Um abraço poético.



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