O Paradoxo de Existir

Juliano Ferreira

Luto por todos, mas 

esqueço de mim.

Persisto na vida, mas

tenho medo de sorrir.

 

O frio me afeta, mas

tenho medo de me cobrir.

O calor me atinge, mas

tenho medo de me despir.

 

Caminho sob a luz, mas

me sinto no escuro.

Meus passos são lentos,

trôpegos e confusos. 

  • Autor: Juliano Ferreira (Offline Offline)
  • Publicado: 18 de abril de 2026 18:30
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 13
Comentários +

Comentários1

  • Vilma Oliveira

    Boa noite poeta! Este seu poema é um retrato sensível da paralisia emocional e da autonegligência. Os versos revelam um profundo estado de insegurança, onde o Eu se perde na dedicação aos outros e acaba desenvolvendo medo até das ações mais simples de autocuidado (cobrir-se ou despir-se). O uso do mas cria um contraste constante entre a necessidade e o bloqueio, culminando em uma sensação de desorientação existencial — mesmo sob a luz, o sentimento é de escuridão e confusão. É uma expressão potente sobre o esgotamento e a perda de si mesmo. Parabéns por seu poema! Abraço poético.

    • Juliano Ferreira

      Obrigado pelo comentário inspirador, querida.



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