A cada dia — perto e distante,
horas, minutos, segundos,
são tantas luas,
mortas ou cruas.
As pedras da rua nomes já têm,
o poste torto — testemunha ocular.
Se foram Maria, Joana, Janaina,
calendários desbotados, ruínas.
Hoje, não há nada de novo sob o telhado branco,
nem os ventos se confundem:
verão, outono, inverno ou primavera.
O que é novo na esfera?
A falta de espanto vive nas rugas,
lá se foram Janaina, Maria e Joana.
Nada se confunde ou causa impacto:
a idade de pedra aproxima-se… é fato.
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Autor:
Dinho Eremita (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de abril de 2026 15:55
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1

Offline)
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