CHAMA-SE LIVRO MEU FILHO
chama-se livro meu filho
não é nenhum trocadilho
pega nele com cuidado
está sempre ligado
tem jogos histórias
e infinitas memórias
chama-se livro meu filho.
tem contraste e brilho
que não te cansam os olhos
tem letras e palavras aos molhos
e até tem pessoas e animais
de fazer inveja aos teus pais
chama-se livro meu filho.
a capa é como um caixilho
abres e não precisas instalar
é só as páginas passar
para continuares a jogar
sem necessidade de clicar
chama-se livro meu filho.
e rejubila de alegria
não gasta bateria
não encrava nem te pede visa
e de password não precisa
chama-se livro meu filho.
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Autor:
Arthur Santos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 17 de abril de 2026 17:05
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 20
- Usuários favoritos deste poema: Francisco Queiroz, Vilma Oliveira, Sinvaldo de Souza Gino

Offline)
Comentários1
Boa noite poeta! Este poema é uma exaltação criativa do livro físico, apresentada como um contraponto ao mundo digital. O autor utiliza o vocabulário da tecnologia (bateria, instalar, password, clicar) para mostrar que o livro é, na verdade, uma máquina superior: ele nunca trava, não cansa a vista e oferece acesso imediato à imaginação. O tom é pedagógico e afetuoso, reforçando que a leitura é uma forma de jogo e descoberta que não depende de telas ou cartões de crédito. É uma defesa bem-humorada da perenidade do papel diante da efemeridade dos dispositivos eletrônicos. Parabéns por seu poema! Abraço poético.
Obrigado VIlma. Abraço.
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