O mundo é mágico lá fora
Eu trancada nesta vida, como um aquário
Tudo roda e acontece do outro lado do vidro
O exterior é lindo
E eu aqui, nesta redoma transparente
Tudo passa, e eu parada.
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Autor:
Drica (
Offline) - Publicado: 17 de abril de 2026 00:15
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 136
- Usuários favoritos deste poema: Versos Discretos
- Em coleções: Sereias.

Offline)
Comentários6
Compartilho desse sentimento claustrofóbico, então entendo bem o poema
Obrigada por ler! 🙂
Aquário se sente presa em seu mundo mesmo, tem que se expandir pra ele ficar infinito. Boa tarde poetisa.
Obrigada por ler! 🙂
"...tem que se expandir pra ele ficar infinito." Que bonito!
Mágico!
Obrigada por ler! 😉
SERGIO NEVES - ...tu, parada? ...trancada dentro de uma redoma?...numcredito! ...não é isso o que os teus escritos mostram...,...o que eles deixam transparecer é uma mulher de agitações pra lá de agitadas, ...isso, sim! ...em um momento mostra-se vampiresca,...em outro momento, angelical,...em outro, "boa aluna" (...acho até que pra lá de boa...),...noutro, mulher "devoradora"...,...e por aí vai..., ...o mais provável é que nós outros todos -pobres mortais, é que, estejamos dentro dessa tal redoma, com tu a orbitar-nos "livre, leve e solta" a mostrar "fogacidades" mil...,...então,...conta outra... // (...,cá entre nós -que ninguém nos ouca: ...eu até que gosto muito dessas tuas "fogacidades"...,...agitam-me os pelos!) /// Carinhos.
kkkkkkk..........
Olá poetisa! Boa noite! O aquário e a redoma simbolizam uma barreira invisível, mas intransponível. Você vê a vida em alta definição, mas não a toca. Existe o movimento do mundo versus a sua imobilidade. Ao descrever o mundo como mágico e lindo, transparece um desejo profundo de pertencimento, mas também uma melancolia, pois a beleza externa acentua a sensação de vazio interno. Diferente de uma parede de concreto, o vidro permite ver o que se está perdendo. Isso gera uma angústia constante: você sabe que a vida está acontecendo, mas se sente protegida (ou presa) por uma estrutura que te isola da experiência real. No fundo, seu texto fala sobre a sensação de ser uma espectadora da própria existência, onde o tempo é um fluxo que passa por você, mas não te carrega. Saudações poética.
Que análise! Obrigada por ler! 🙂
Gostei da análise que fez em um poema de vampiro. 🙂
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