Quando queima a alma, não há água que apague,
é fogo sem chama, silêncio que arde.
Consome por dentro, devora o sentido,
um grito calado, profundo e contido.
É brasa na carne, é noite sem fim,
é o mundo distante morando em mim.
Os olhos vazios, mas cheios de dor,
transbordam segredos que o peito guardou.
Queima na ausência, queima na espera,
naquilo que foi, no que ainda impera.
E mesmo em cinzas, insiste em viver,
um resto de luz que não quer morrer.
Pois quando a alma aprende a queimar,
também se descobre capaz de renascer.
- Autores: Magnaldo Barbosa (Pseudónimo
- Visível: Todos os versos
- Publicado: 16 de abril de 2026 07:25
- Limite: 6 estrofes
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- Categoria: Não classificado
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