Onde há vida, há morte

Castrovsk


Eu paro e penso em vida,
Mas sou propenso a morte,
Sorte a minha que ainda há vida a ser vivida,
Sorte a minha, 
onde há vida, 
há morte.

 Com 7 Nasci 
Eis me aqui
Mais um Ferreira,
Caldo de cana, pastel e vinagrete,
Pós edução física,
Isso salvava a minha segunda feira,

Mas na quarta o lápis quebrou entre os dedos,
E o Pastel veio cheio de azeitona e ervilhas,
E muito pouco recheio.


 Aos 12
Bicicleta sem marcha,
E Mesmo assim era marcha.
Oque a vontade não via,
O coração enxergava,
O mundo era meu,
Por ele eu rodava
Andava, e pedalava.

De tanto pedalar, a corrente quebrada já não passava marcha,
Minha letra ficou um nojo,
Pois caneta azul no estojo, não se apaga
Por nada.

 Com 15
Bola pra lá e pra cá,
Era camisa 10, sem limites
Mesmo com algumas crises
Alguns romances bestas,
Jogava bola na chuva,
E no outro dia despertava as sete e vinte.

Mas Subitamente ,
Meu coração despertava,
Cabelos diferentes,
Bundas contundentes,
Peitos condizentes,
E dentes sorridentes,
Dessas vez minha vontade viu, 
E o coração não enxergou,
Tentei encontrar salvação em outras correntes...

 Dos 18 aos 20
Eu Bolava complexos,
E tragava crises,
Ainda com despertador no ouvido,
Só que o horário agora era seis e quinze,
Quase a mesma retina,
Andava de skate e procurava paz,
Sujava minha vida com tinta,
A felicidade só era real se compartilhada,
E eu tentava 
Seguir muitas pessoas felizes por serem tristes.

Se eu soubesse... tinha aproveitado com calma.

Amizades vastas,
Todas de coração,
Aos que não vazaram,
Já dediquei poesia,
Eram Fios que manusiavam a minha alma.

Só que Desde então, ficou tudo sem nexo,
Agora eles só pensam em 
Ganhar, e gastar
Beber e fumar,
De manhã, é um tal de anexo,
De noite um tal de sexo.

Mas tudo bem,

Eu também fiquei alto,
Com respiração ofegante,
Fudi alguém pensado em como eu fudi tudo antes,


Não sei se eles se perderam ou se acharam,
Queria encontrar todos e poder dar um abraço,
Perguntar sobre a vida e rir das memórias antigas,
Fumar um beck ou tabaco,
Nem que fosse por uma hora,

Seria do caralho.

Com 22
Num dia de feriado,
Um Brilho de janela amarelado.
Um sol que não me queima por fora,
Mas por dentro arde
Como a Luz de fresta do meu estado,


Eu só penso 
No medo de conseguir enxergar, 
Que inevitávelmente,
Todo dia está, 
E vai estar 
Cada vez mais, ficando tarde.

Porém eu não tiro o olho do relógio por nada,
Pois o relógio tem marca,

E Marca,
O Fragmentos de memórias,
Os Fragmentos de histórias,
Que deixaram minha alma fragmentada,

E por isso 

Hoje sou dividido em partes.

Entre aquilo que me excita, e me levita,
Me joga no chão, igual kriptonita,
Me faz querer beber água até morrer,
Me lembra que a sede é uma amiga inimiga,
Traz paz por tranquilidade falsa,
Faz falsidade virar paz tranquila,
Me lembra que eu amo, e odeio a vida,
Faz a dualidade virar um só.

Só a vida consegue ser uma bela maldita.


Eu saro e penso em vida,
Eu sangro e penso em morte,
Sorte a minha que ainda há vida a ser vivida,
Sorte a minha, 
Onde há vida 
Há morte.

 



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