O Eco do Desprezo
Quando o Filho esquece O Caminho de Volta
Há uma dor que não consta nos manuais de medicina
Uma ferida que não sangra para fora mas corrói por dentro
O momento em que um filho decide que a mãe é um alvo para sua amargura é um fenômeno estranho e devastador
Aquela mesma voz que um dia balbuciou as primeiras sílabas em busca de proteção
Agora usa as palavras como lâminas cortando o laço que o tempo e o sacrifício levaram anos para tecer
Distratar uma mãe é de certa forma cometer um erro contra a própria origem
Muitas vezes o filho envolto em suas próprias frustrações arrogância ou pressa do mundo moderno
Enxerga nela um espelho de suas próprias fraquezas
Ele esquece que antes de ser "apenas" a mãe que ele julga ou ignora aquela mulher foi o solo onde ele criou raízes
Ela foi o silêncio que o ouviu quando ele ainda não sabia falar e as mãos que o sustentaram quando o mundo parecia grande demais
O desrespeito raramente nasce do nada ele costuma ser filho da ingratidão ou do esquecimento
O filho que maltrata que responde com rispidez ou que nega o afeto acredita piamente que é autossuficiente
Ele se sente grande demais para o colo que o abrigou
No entanto o tempo é um mestre severo
Ele corre sem pedir licença e um dia o silêncio que o filho impõe à mãe
Hoje será o silêncio que ele encontrará no corredor vazio da própria consciência
As palavras ditas com aspereza não evaporam elas ficam suspensas no ar pesando sobre o coração de quem deu a vida
Uma mãe pode perdoar e quase sempre o faz num exercício quase divino de resiliência
mas o rastro da tristeza deixa marcas profundas
Tratar mal uma mãe é ignorar que a vida é um ciclo e que a maior pobreza de um ser humano
É a falta de memória sobre quem o amou quando ele ainda não tinha nada a oferecer
Que haja tempo para o arrependimento
Que o filho perceba que a autoridade de uma mãe não vem da hierarquia mas do amor incondicional
O único que sobrevive às piores tempestades
Porque no final das contas o mundo pode nos aplaudir mas é para o abraço da mãe
Que todos nós secretamente desejamos voltar quando a noite fica escura demais
E é lá na escuridão interna dos nossos corações que enxergamos que ela é nosso porto Seguro eterno
Meu Lado Poético
Geralda Figueiredo
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Autor:
Gel (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de abril de 2026 21:32
- Comentário do autor sobre o poema: Reflexão filial!
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
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