Decidi que essa é a última vez que escrevo pra você.
Que lembro do seu sorriso
que cria covinhas nas bochechas,
ilumina seus olhos
e dá contraste às sardas no seu rosto.
Escrevo também pra lembrar de esquecer.
Do tom escuro do seu cabelo,
dos cachos,
da maciez da sua pele,
do seu cheiro,
da sua voz suave,
dos ombros que me lembram um cabide,
da altura que parece a minha,
da sua inteligência.
Hoje, a lembrança que eu tenho de você
é daquele menino
que virou rapaz diante dos meus olhos,
que entrava em relacionamentos
porque as meninas escolhiam por você,
e você não sabia sair,
só fugir.
Fugir de todo amor e afeto
que você jogou pra lá e pra cá,
tendo sentimentos por mim
que nunca externalizou.
Até aquela noite,
antes de eu ir pra BH,
isso depois de muito tempo,
de flertes e encontros
pra ver o pôr do sol e a cidade.
Escrevo já com saudade
do homem que você se tornou.
Mas tudo que tem de bom em você
e, talvez, o que tem de ruim também.
Não é pra mim.
É pra ela.
Me arrependo
de uma ou seis coisas
que não fiz com você
ou por você.
Mas isso é passado.
E agora que não tenho mais você ao meu lado,
por medo de perder um amigo,
perdi do mesmo jeito.
Eu espero,
cruzo os dedos
pra que, qualquer dia,
qualquer hora,
em qualquer lugar,
eu encontre alguém
que não tenha medo de me amar,
não tenha medo de falar
e que tire você completamente do radar.
-
Autor:
lavender (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 14 de abril de 2026 22:14
- Comentário do autor sobre o poema: 02/04/2026
- Categoria: Amor
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.