Oh, aurora venusta, descenda a mim
Com a volúpia conflitante do seu querer,
Que eu tocarei a ti, com o meu bandolim,
A melodia que seus braços me pedem,
Para conflagrar a carnal essência do prazer,
Alentando nossos desejos expulsos do Éden.
Livrai-me desse abismo entre o idílico
E a minha rotina romântica já desvendada,
Pois não suporto me prender ao conhecido ciclo
De dilacerar a mim ao me perder em sua jornada,
Por acreditar que a sutileza presente no findável
É resultado de amantes sedentos pelo inexplicável.
Diante dos poucos feitos alcançados,
Erguerei minha alterada voz para te dizer
Que será uma missão difícil me convencer
De por meio do ócio ficarmos plenamente saciados,
Nessa corrida rumo à fronteira entre eu e você,
Porque ainda sou fraco e me atiço em seus pecados.
Apressei a contagem para que logo apareça,
Já que notei o seu brilho cintilante pelo umbral,
Num convite sensual para que eu não me esqueça
De retornar minhas mãos ao seu corpo firme,
Almejando recompor essa nossa cena tão sublime,
Antes que, sem despedidas, a aurora em ti esvaneça.
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Autor:
Ziul (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 14 de abril de 2026 09:59
- Categoria: Amor
- Visualizações: 3

Offline)
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