Presente

Noétrico

Que serei eu
que nada sou,
diante do todo:
Fui.

Agora
no espaço disponível,
suave cor do entardecer,
arranca de mim
a precisão de ser.

Rastro
do que não se retém.


Fugaz,
repetido.
Aqui.

  • Autor: Noétrico (Offline Offline)
  • Publicado: 13 de abril de 2026 13:33
  • Comentário do autor sobre o poema: Para mim, esse poema é sobre desapego. É o momento em que paro de tentar controlar quem sou ou quem fui para apenas experimentar o "agora". Escrevi para expressar que a beleza da vida não está na permanência, mas na liberdade de ser algo fugaz, como a luz de um fim de tarde que a gente não consegue segurar, mas sente com toda a força no presente que acontece, como literalmente um presente.
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 4


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