Olhos fixos, distantes, não estou realmente aqui
Aprendi a lidar com tudo sozinho, eu amassei a rosa com minhas mãos
Com espinhos manchados, estou tentando aparar a roseira
Mas, meu coração criou raízes, agora estou querendo tirar
Meio oco, nem mais nem menos
Na medida certa, um homem de poucas palavras
Buscando o certo, mais errando do que acertando
Não quero garrafas vazias, expurgando toda a luxúria para longe de mim
Vazio, meio vazio, meio cheio
Tenho me preocupado com o espelho, com o futuro me seguindo
Esconda o rosto na lua, sei que não queria ver o céu
Escorrendo lentamente, todos os seus sonhos, algum deles sobrou? Ou viraram areia?
Me senti diferente, mas também igual
Preso no mesmo papel, mas com a culpa em outro lugar
O peso das pedras, o peso das luas, o peso da sua própria vida
Estou em órbita, quase como um cometa, talvez sendo o próprio Plutão
Sempre procurei defeitos, sempre estive apunhalando algo
Tudo o que fez já serviu, mas nunca viu valor no próprio empenho
Dentro do coração, do meu crânio, no meio da madrugada
Eu me senti vazio, mas, eu peguei a cruz e levantei de novo...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 13 de abril de 2026 00:03
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 2
- Usuários favoritos deste poema: LF Text
- Em coleções: Melhores poemas.

Offline)
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