Debruçada sobre a cama, em posição fetal,
já não havia lágrimas
apenas o silêncio denso da dor,
corroendo, em silêncio,
cada parte da minha alma,
cada batida cansada do meu coração.
Eu só queria o seu abraço…
aquele que, por um instante,
me absolveria da culpa
e me permitiria existir sem peso.
Mas o amor esse mesmo
me mantinha aprisionada na própria dor.
Cercada por abutres invisíveis,
que dilaceravam meu corpo em pedaços,
enquanto, por alguma incoerência cruel,
minha alma permanecia intacta…
presa ao que ainda restava de você em mim.
Então senti
como um sopro entre mundos
que existia um lugar além de toda essa dor,
uma travessia que me afastaria, para sempre,
das estradas que ferem.
E foi lá…
numa nuvem branca, leve como o perdão,
que você surgiu.
Segurou minha mão,
e a força que eu julgava perdida
voltou a pulsar em mim.
Você me conduziu, então,
a um baile de realeza
onde dançamos.
E era tão simples…
tão sereno…
que, pela primeira vez,
tudo aquilo que doía
silenciou.
Que bom que apesar de tudo sempre tem TU..
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Autor:
Evela Magno (
Offline) - Publicado: 11 de abril de 2026 18:13
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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