PENSAMENTO
Eu corro solto na imensidão... Com o vento,
Eu sou ternura, sou paixão e sou lamento,
Sou a saudade de alguém que foi embora.
A esperança... O sorriso... A ilusão...
A teimosia... A revolta... A invenção,
Sinto alegria ao ver os raios da aurora.
Sou liberdade! Sou um grito que desperta,
Os sentimentos e uma nova descoberta
Que impulsiona o bater de um coração.
O equilíbrio... A lealdade... A intenção
O entusiasmo... A humildade... A razão
Necessidade de agir... Eu sou a hora!
Mesmo em silêncio eu escuto alguém que fala
No travesseiro, sou alguém que o sonho embala
E de quem cala eu costumo ser a voz.
Compreendido, sou amigo e comportado,
Arrependido eu fico desesperado,
Desrespeitado, muitas vezes sou feroz.
Eu sou os sonhos... As quimeras... Utopia,
Sou o suspiro de um ser que alguém queria
E está sozinho a contemplar o firmamento
Sou o sinal... O avanço... O caminho,
Sou o ideal. Do amor eu sou o ninho,
Contemplação...Reflexão... Sou pensamento!
***
Maria do Socorro Domingos
.Recantodas Letras (Mariamaria João Pessoa PB )
Código do texto: T4174840
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Autor:
Maria do Socorro Domingos (
Offline) - Publicado: 10 de abril de 2026 21:57
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 17
- Usuários favoritos deste poema: Francisco Queiroz, Vilma Oliveira, Sinvaldo de Souza Gino

Offline)
Comentários2
"A felicidade de sua vida depende da qualidade de seus pensamentos." – Marco Aurélio
Bom dia, Poetisa. Linda poesia, graditão!
Muito obrigada, grande poeta Francisco!
Paz e luz ao seu coração.
Olá poetisa! Boa noite! A autora define o pensamento como algo que não conhece fronteiras (corro solto na imensidão). Ele é apresentado como uma força elementar que precede a ação: ele é a necessidade de agir e a própria hora. O texto é construído sobre opostos. O pensamento é, ao mesmo tempo, ternura e lamento, razão e paixão, comportado e feroz. Isso mostra a instabilidade da mente humana, que pode ser um refúgio ou uma armadilha. Na estrofe: E de quem cala eu costumo ser a voz, o autor toca em uma verdade profunda: o que pensamos é a nossa essência mais real, aquilo que muitas vezes não temos coragem de dizer em voz alta, mas que nos define no silêncio do travesseiro. O pensamento aqui não é passivo. Ele é o grito que desperta, o impulso e a invenção. O poema sugere que nada no mundo material existe sem que antes tenha sido uma quimera ou utopia na mente de alguém. O uso constante da primeira pessoa (Eu sou, Eu corro, Sinto) transforma o poema em um manifesto. É como se a própria mente estivesse se apresentando ao leitor, explicando sua complexidade e sua necessidade de ser compreendido. Parabéns pelo poema! Saudações poéticas.
Vilma, minha querida poetisa, suas palavras acrescentam enriquecimento ao meu poema, tantas definições que eu jamais saberia descrever!
Muito obrigada, mais uma vez!
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