149 - O OVO DA GALINHA

Arthur Santos

O OVO DA GALINHA

Muito sorrateira

Logo pela fresquinha

da manhãzinha

A Dona Teresinha

Desceu à capoeira,

Pegou na galinha,

Chamada de galinha poedeira,

Que coitadinha

Ficou cheia de medo

E meteu-lhe o dedo

No rabo !!!

 

- Outra vez

Este método parvo

De novo !

 

Resmungou a galinha

Pedrez !

E logo cacarejou

 

- Se quer saber

Se tenho ovo

Pergunte, Dona Teresinha !

  • Autor: Arthur Santos (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 9 de abril de 2026 19:03
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 6
Comentários +

Comentários1

  • Vilma Oliveira

    Olá poeta! Boa noite! Este poema usa uma linguagem simples e direta. O uso recorrente de diminutivos (fresquinha, manhãzinha, galinha, coitadinha) cria uma sonoridade leve, típica de rimas infantis ou de cordel, mas com um desfecho cômico e inesperado. O conflito central é o método parvo (tolo/estúpido) da Dona Teresinha para verificar se a galinha tem ovo. O poema humaniza a galinha Pedrês, dando-lhe voz e dignidade para reclamar da invasão de privacidade e da falta de comunicação. Ao fazer a galinha resmungar e sugerir que a dona apenas pergunte, o autor cria um efeito de humor pelo absurdo. A galinha demonstra mais bom senso e civilidade do que a própria humana, subvertendo a lógica da relação entre criador e animal. A estrutura de versos curtos acelera a leitura até o clímax cômico da ação da Dona Teresinha. A interjeição - Outra vez / Este método parvo / De novo! interrompe o fluxo narrativo para dar lugar à voz indignada da ave, o que garante a graça do texto. Em suma, é uma crônica rimada que usa o humor para observar uma cena comum do campo, dando um toque de irreverência ao ato cotidiano de colher ovos. Parabéns pelo poema! Meu abraço fraterno.



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