O OVO DA GALINHA
Muito sorrateira
Logo pela fresquinha
da manhãzinha
A Dona Teresinha
Desceu à capoeira,
Pegou na galinha,
Chamada de galinha poedeira,
Que coitadinha
Ficou cheia de medo
E meteu-lhe o dedo
No rabo !!!
- Outra vez
Este método parvo
De novo !
Resmungou a galinha
Pedrez !
E logo cacarejou
- Se quer saber
Se tenho ovo
Pergunte, Dona Teresinha !
-
Autor:
Arthur Santos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 9 de abril de 2026 19:03
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6

Offline)
Comentários1
Olá poeta! Boa noite! Este poema usa uma linguagem simples e direta. O uso recorrente de diminutivos (fresquinha, manhãzinha, galinha, coitadinha) cria uma sonoridade leve, típica de rimas infantis ou de cordel, mas com um desfecho cômico e inesperado. O conflito central é o método parvo (tolo/estúpido) da Dona Teresinha para verificar se a galinha tem ovo. O poema humaniza a galinha Pedrês, dando-lhe voz e dignidade para reclamar da invasão de privacidade e da falta de comunicação. Ao fazer a galinha resmungar e sugerir que a dona apenas pergunte, o autor cria um efeito de humor pelo absurdo. A galinha demonstra mais bom senso e civilidade do que a própria humana, subvertendo a lógica da relação entre criador e animal. A estrutura de versos curtos acelera a leitura até o clímax cômico da ação da Dona Teresinha. A interjeição - Outra vez / Este método parvo / De novo! interrompe o fluxo narrativo para dar lugar à voz indignada da ave, o que garante a graça do texto. Em suma, é uma crônica rimada que usa o humor para observar uma cena comum do campo, dando um toque de irreverência ao ato cotidiano de colher ovos. Parabéns pelo poema! Meu abraço fraterno.
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