ROSA PRECIOSA

Alexandre Heitor Carlini Mendes

ROSA PRECIOSA

Alexandrita: Pedra preciosa, mística para alguns, capaz de mudar de cor, verde à luz do dia e vermelha à luz incandescente.

 

Flor celestial da grinalda

De rosas da Deia Afrodita

Pétala e folha de Alexandrita

Que volúvel às luzes balda

 

Dia de folha e espinho

Noite incandescente rubor

Resistir a fonte... inútil labor

E a luz em insano torvelinho

 

Pétalas em espinhos giram

Sob o prisma da realidade

Luz define a intensidade

Que prazer e dor se abraçam

 

Alexandre HC Mendes

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Comentários1

  • Vilma Oliveira

    Olá poeta! Boa noite! A referência à gema Alexandrita é a chave metafórica do poema. Assim como a pedra muda de cor conforme a luz (verde ao dia, vermelha à noite), o sentimento ou a figura amada é volúvel. O poema descreve essa oscilação: o dia de folha (serenidade) e a noite de rubor (paixão/incandescência). Ao evocar Afrodita (deusa do amor) e a grinalda de rosas, o autor insere o tema em uma tradição clássica. Porém, essa beleza não é inofensiva; a rosa vem acompanhada de espinhos, sugerindo que o prazer estético e o sofrimento estão intrinsecamente ligados. O desfecho é uma síntese filosófica: prazer e dor se abraçam. O poema sugere que sob o prisma da realidade, não há como separar a luz da sombra ou a pétala do espinho. A resistência a essa força (a fonte) é um inútil labor, pois o destino é ser arrastado pelo insano torvelinho da vida. A luz aqui não é apenas física, mas a força que define a intensidade da experiência. É ela quem revela se estamos diante da folha ou do espinho, da paz ou do rubor, reforçando a ideia de que a percepção humana é volúvel. Em suma, é um texto que celebra a beleza mutável e perigosa, onde a entrega ao torvelinho do amor é inevitável, apesar dos riscos. Parabéns pelo poema! Meu abraço poético.

    • Alexandre Heitor Carlini Mendes

      Boa tarde! Minha amiga... acho mesmo que eu não conseguiria descrever melhor o poema! Obrigado pela resenha tão inspirada! Um abraço de teu colega de Plêiade.



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