ROSA PRECIOSA
Alexandrita: Pedra preciosa, mística para alguns, capaz de mudar de cor, verde à luz do dia e vermelha à luz incandescente.
Flor celestial da grinalda
De rosas da Deia Afrodita
Pétala e folha de Alexandrita
Que volúvel às luzes balda
Dia de folha e espinho
Noite incandescente rubor
Resistir a fonte... inútil labor
E a luz em insano torvelinho
Pétalas em espinhos giram
Sob o prisma da realidade
Luz define a intensidade
Que prazer e dor se abraçam
Alexandre HC Mendes
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Autor:
Alexandre Heitor Carlini Mendes (
Offline) - Publicado: 9 de abril de 2026 14:33
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 24

Offline)
Comentários1
Olá poeta! Boa noite! A referência à gema Alexandrita é a chave metafórica do poema. Assim como a pedra muda de cor conforme a luz (verde ao dia, vermelha à noite), o sentimento ou a figura amada é volúvel. O poema descreve essa oscilação: o dia de folha (serenidade) e a noite de rubor (paixão/incandescência). Ao evocar Afrodita (deusa do amor) e a grinalda de rosas, o autor insere o tema em uma tradição clássica. Porém, essa beleza não é inofensiva; a rosa vem acompanhada de espinhos, sugerindo que o prazer estético e o sofrimento estão intrinsecamente ligados. O desfecho é uma síntese filosófica: prazer e dor se abraçam. O poema sugere que sob o prisma da realidade, não há como separar a luz da sombra ou a pétala do espinho. A resistência a essa força (a fonte) é um inútil labor, pois o destino é ser arrastado pelo insano torvelinho da vida. A luz aqui não é apenas física, mas a força que define a intensidade da experiência. É ela quem revela se estamos diante da folha ou do espinho, da paz ou do rubor, reforçando a ideia de que a percepção humana é volúvel. Em suma, é um texto que celebra a beleza mutável e perigosa, onde a entrega ao torvelinho do amor é inevitável, apesar dos riscos. Parabéns pelo poema! Meu abraço poético.
Boa tarde! Minha amiga... acho mesmo que eu não conseguiria descrever melhor o poema! Obrigado pela resenha tão inspirada! Um abraço de teu colega de Plêiade.
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