Cem Anos de Silêncio

julianahoffmannliska

Meu peito que chora
parece eterno —
como se o tempo tivesse parado
em algum lugar que não sei voltar.

Há cem anos vago em pensamento,
atravessando memórias que não cessam,
como corredores vazios
onde teus passos ainda ecoam.

Rosas no chão…
espalhadas como promessas quebradas,
pétalas que um dia foram vivas
e hoje apenas lembram.

O vento toca meu rosto
como quem tenta consolar,
mas só encontra silêncio
onde antes havia voz.

Carrego teu nome em mim
como um suspiro que nunca termina,
um amor que não partiu —
apenas se tornou distância.

E nesse vagar sem fim,
onde o tempo já não mede a dor,
meu peito continua a chorar
como se ainda fosse o primeiro adeus.

Porque há sentimentos
que não envelhecem —
apenas aprendem a viver
como eternidade.



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