Água, água até na borda, gelo, gelo até em cima
Petrificado, sem sentidos, todos os seus nervos florescem
Deixe seguir, sem me guiar, estou perdido, venha me salvar
Caixa de mistérios, me sinto a própria Pandora
Histórias para contar, caneta e papel pronto para a agulha
Jogos estranhos, estou tentando me remontar
Você não vai entender a instrução, sem conotação, fantasmas aos montes
Pontos em linha, minha vida, uma raiva submersa
Estive sobrevivendo sem remédios, antissépticos, sem gases e esparadrapos
Tremo nas noites, prendo o choro e engasgo com toda a emoção
Não queira estar no lugar do outro, cada um compõe a própria dor
Nem mais nem menos, na dose certa, é possível aguentar
Sem mergulhar, estou lidando com uns problemas aqui e ali
Fazendo malabarismo sem perceber
Ainda lembro das palavras, também dos momentos
Mas prendi no vão, com pregos e folhas, saíram voando
Deixe fluir, deixe submergir, não volte, nem vá seguir
Aquele que tem pena de si, carregando muitas pedras
Sobrevivendo na escassez, se dedique, até que um dia caia em terra...

Offline)
Comentários1
É isso ai! O melhor que se faz é deixar fluir. Que flua a vida, que flua o tempo, o amor.
Abraços!
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