Aviso de ausência de Vilma Oliveira
YES
YES
Toma as minhas mãos nas tuas
As abençoa com amor paterno
Beija-as com amor eterno...
Guarda-as para ti: Puras e nuas!
Faças delas o teu maior abrigo...
O porto mais cálido, mais seguro,
A lanterna que te conduz no escuro
O teu maior tesouro. Meu Amigo!
Se somos nessa vida, navegantes,
Tu és meu Tudo, o Irmão, o Amante,
Nós somos a lenda dos ciganos;
O meu viver é cisterna profunda,
De águas turvas onde nunca afunda,
A mágoa eterna, meus desenganos!
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Autor:
Vilma Oliveira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de abril de 2026 19:41
- Comentário do autor sobre o poema: Breve análise deste meu soneto: O soneto começa com um gesto de confiança absoluta. Ao pedir que o outro tome suas mãos e as abençoe com "amor paterno" e "amor eterno", você funde diferentes tipos de afeto — o cuidado, a proteção e a paixão. As mãos "puras e nuas" simbolizam uma alma que se despiu de todas as defesas ("vaidades"). Você atribui funções vitais às mãos: elas são abrigo, porto e lanterna. É uma inversão interessante: o eu lírico, se oferece como o guia e o tesouro do outro. O tratamento de "Meu Amigo!" confere uma base de companheirismo e lealdade a essa relação. Na primeira estrofe do terceto, você define o outro através de uma tríade: "Irmão, Amante e Tudo". Essa visão holística do amor é selada pela metáfora da "lenda dos ciganos", que evoca liberdade, destino e uma união que transgride as normas sociais ou o tempo comum. Somos "navegantes" em busca de um destino compartilhado. O desfecho traz uma imagem poderosa sobre a resiliência. Você compara seu viver a uma "cisterna profunda". Embora as águas sejam "turvas" (carregadas de passado e desenganos), elas possuem uma propriedade mágica: nelas, a mágoa "nunca afunda". Isso sugere que você aprendeu a manter sua dor na superfície, onde ela pode ser vista e tratada, impedindo que ela te puxe para o abismo. É um poema de reconciliação. Você aceita sua história (a água turva), mas encontra no outro o porto seguro que permite que você continue navegando sem se afogar na própria tristeza.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 133
- Usuários favoritos deste poema: Sinvaldo de Souza Gino, Versos Discretos, Aira Lirien
- Em coleções: Sonetos.

Offline)
Comentários5
Que belo arranjo de palavras! A primeira estrofe é arte pura. Parabéns, poetisa!
Gratidão por seu comentário.
Uma ótima noite pra você!
Abraço fraterno.
Parabéns poetisa. Lindo. Bom dia.
Obrigada Rosangela por suas palavras. Beijos.
Gostei. Gostoso de ler. Boa noite!
Gratidão querida amiga Leide por seu comentário. Beijos de luz!
Parabéns poetisa, favoritei o seu lindo poema! Como bem disse somos nesta vida, navegantes, estamos sempre viajando no Itinerário da vida, somos caminheiros, estamos em romaria para o céu, enfim somos militantes do amor!
Muito obrigada por suas palavras de incentivo.
Meu abraço e uma ótima noite!
Parabéns! Este foi antigo, mas prova que estás cada vez melhor,! Aplausos!
Gratidão nobre poetisa por seu comentário.
Meu abraço poético.
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