Se a morte sentasse do meu lado hoje,
eu viraria pra ela e diria:
— Então é você…
tava curiosa pra me conhecer
ou só veio me buscar mesmo?
Ela quieta… fria…
e eu, pela primeira vez, calmo.
— Relaxa…
não precisa dessa pose toda.
Eu já pensei em você mais vezes
do que você imagina.
Eu daria uma risada leve, quase cansada:
— Mas ó… antes de ir,
deixa eu trocar uma ideia contigo.
Eu respiraria fundo…
— Obrigado.
Ela talvez estranhasse,
mas eu continuaria:
— Obrigado por não ter vindo
naqueles dias em que eu te chamei.
Se você tivesse vindo…
eu teria ido sem viver metade do que vivi.
Eu abaixaria a cabeça por um segundo,
lembrando de tudo:
— Eu amei, sabia?
Amei errado, amei certo, amei intenso…
mas nunca amei pouco.
E também me quebrei…
várias vezes.
Mas sempre dei um jeito de colar os pedaços
e continuar andando.
Eu olharia direto pra ela:
— Então, se hoje é o dia…
tá tudo bem.
Porque o destino me deu mais
do que eu achei que merecia.
Mais dor…
mas também muito mais vida.
Eu soltaria um sorriso de canto:
— Só não vem achando
que eu vou com medo, não.
Eu vou é com história.
E antes de levantar, eu diria:
— Bora então… Dona Morte.
Mas vai na moral…
que eu vivi de verdade.
Por Freddie Seixas (cantarolando o canto para minha morte, do mestre Raul Seixas)
-
Autor:
Freddie Seixas (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de abril de 2026 18:15
- Comentário do autor sobre o poema: Vou te encontrar vestida de cetim Pois em qualquer lugar esperas só por mim E no teu beijo provar o gosto estranho Que eu quero e não desejo, mas tenho que encontrar...
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.