A força da verdade

Leidiane Ribeiro

Como é dolorido os confrontos do destino, como ele nos abriga a aceitar coisas que nunca aceitaríamos por mera vontade. Eu por muito tempo, estive pressa a uma memoria, varias memorias, que serão imortais. Mas sobre tudo, o tempo me mostrou do que ele é capaz, quando se quer.

Daquele banco, eu senti muitas coisas, eu vi o sinal abrir e fechar tantas vezes e eu ali parada sem acreditar. Sem  crer que amor pode sim  causar dor, principalmente quando não é correspondido, que fere sem sangrar visivelmente, que tem força para abrir tantas portas, mas também tem poder de fechar todas as rotas, só para que  a gente tenha que olhar. Ser confrontado no sentir é uma experiência um tanto quanto inadequada eu diria, mas infinitamente poderosa.

O véu do amor quando se rasga, não se pode mais voltar. Desver, esquecer ou apagar. A verdade não deixa espaço para interpretações, ela é o que se é. Não importa se a verdade chega pela manhã ou no fim da tarde quando se está voltando para casa, sentada em um ônibus lotado, não importa se chove ou se faz frio. A verdade é aquilo que é, eterna e imutável. 

Eu me despedi tantas vezes de você na minha cabeça, e quando aconteceu não foi bem como eu imaginava. 

  • Autor: Leidiane Ribeiro (Offline Offline)
  • Publicado: 6 de abril de 2026 17:52
  • Categoria: Amor
  • Visualizações: 3
Comentários +

Comentários1

  • O rei

    A verdade é o que é. O Ser.



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.