Foi um olhar, um instante preciso,
Que o mundo, tão vasto, se tornou indiviso.
Dois homens, dois sóis, em órbitas colidindo,
No choque, a centelha de um amor vindo.
Tua mão na minha, tão firme, tão certa,
Abriu-me caminhos, rompeu qualquer porta.
Nosso desejo, um fogo intenso a arder,
Dois corpos iguais, um só querer.
Não havia limites, nem medo, nem dor,
Só a força brutal desse imenso amor.
A cada toque, um mundo recriado,
A cada beijo, o universo ampliado.
Fomos paixão, tempestade e calma,
Dois guerreiros de alma com alma.
Na cama, o encontro de corpos febris,
No peito, o pulsar de amores gentis.
Eram olhares que falavam sem voz,
Um universo inteiro habitava em nós.
A igualdade de corpos, tão rara, tão pura,
Revelava a verdade que o tempo segura.
Hoje somos mais que amantes vorazes,
Somos força, desejo, raízes e bases.
Dois homens que o mundo tentou separar,
Mas que na conexão aprenderam a amar.
E assim seguimos, dois sóis a brilhar,
Iguais e únicos, prontos a lutar.
Pois nosso amor, tão vivo, tão ardente,
É chama eterna que nunca se sente ausente.
-
Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 5 de abril de 2026 08:04
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.