Nós bebemos nosso sangue

Drica

 

Meu amor se esconde nas sombras
Meu amor é violento, forte e sangrento
É tenso, dá medo, arrepios e calafrios
Vermelho, rubro, carmim
Bebemos nosso sangue até o fim
Rasgue suas unhas em mim
Você não sente meu coração bater por você?
Meu coração sangra por você
Por sua bela alma vazia
Nosso amor é como dois felinos
Agressivos, que jamais se machucam


Só confio em suas belas mãos que me amam
Que sabem amar com ternura, e sinto prazer
Elas enforcam como uma coleira antes de eu chegar lá
Quase sufoco, mas eu gosto 
Quase morro, mas não morro, não literalmente
Porque morta já estou, mas o desejo sempre volta a sangrar.

  • Autor: Drica (Offline Offline)
  • Publicado: 5 de abril de 2026 00:06
  • Comentário do autor sobre o poema: Vampiros
  • Categoria: Gótico
  • Visualizações: 10
  • Usuários favoritos deste poema: Versos Discretos
  • Em coleções: Gótico/Vampiros.
Comentários +

Comentários2

  • Ayalah Verônica Berg

    Gostei. Fica na mente depois de ler.

    • Drica

      Obrigada por ler! 🙂 Obrigada!

    • Versos Discretos

      Há um contraste interessante entre violência e ternura — especialmente quando você transita de “agressivos” para “mãos que sabem amar com ternura”. Isso dá profundidade emocional ao texto e evita que ele fique monotonal. A repetição do campo semântico do sangue (“sangrento”, “rubro”, “sangra”) reforça a obsessão e o caráter cíclico desse amor.

      O trecho final é particularmente forte: a noção de já estar “morta”, mas ainda assim movida por desejo, fecha o poema com uma sensação de dependência emocional quase fatalista, que combina muito bem com o restante da construção.

      No conjunto, é um poema que se apoia bem na intensidade imagética e na tensão entre prazer e dor — e isso sustenta a identidade dele do início ao fim.

      • Drica

        Obrigada por ler! 🙂 Gostei! rs



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