Emoção volátil —
ora sou inteiro, ora me desfaleço,
e há momentos em que nem existo em mim.
Reconheço meus desvios,
decisões tortas, caminhos incertos…
mas que mal há nisso, afinal?
Ninguém vê.
Ninguém sabe.
Eu sei.
E ainda assim repouso,
como quem se acostuma ao caos,
deitado nessa montanha-russa silenciosa
que insiste em habitar minha mente.
Não há mérito no naufrágio,
nem glória no cansaço de ser.
Sou apenas o espectador de mim mesmo,
um pobre coitado lúcido demais.
Negar o outro é simples —
difícil é negar a si,
impor limites ao próprio abismo.
Sou turbilhão.
E no centro dele,
um desejo quase ingênuo:
estabilidade.
controle.
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Autor:
unknown lover (
Offline) - Publicado: 4 de abril de 2026 11:33
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 4

Offline)
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