Nem todo amor encontra corpo, alguns permanecem eternamente em estado de alma.

O mistério

À maneira de Clair de Lune, verte-se a noite em suaves sussurros de luz, onde a alma, em silenciosa contemplação, encontra repouso sob o pálido afago da lua.

 

Diante do profundo anseio que em mim reside — o de acolher um amor tão vasto quanto inexplicável — permaneço em vigília serena, à espera do encontro perfeito com tua alma, para que, então, meu ser encontre alívio e respire o ar puro da felicidade, capaz de aquietar a tristeza e silenciar os pensamentos que me assombram nas longas madrugadas de insônia.

 

Pois o que almejo é singelo e, ainda assim, infinito: o abrigo de um abraço verdadeiro, onde minha alma, ora inquieta, encontre repouso. Vejo, ao meu redor, laços que florescem com natural afeição, enquanto a mim parece tardar o toque do destino — como se o próprio Cupido, em seu capricho, houvesse desviado seu olhar de minha existência.

 

E, contudo, pergunto-me — se até nas tramas de Meet Joe Black, onde a própria morte se curva ao encanto da vida e descobre o amor — por que razão eu, mero mortal nesta jornada tantas vezes austera, não haveria de encontrar aquela alma diante da qual pudesse depor meu afeto e, sem reservas, revelar o amor que em mim habita?

  • Autor: O mistério (Offline Offline)
  • Publicado: 4 de abril de 2026 04:48
  • Categoria: Não classificado
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