Uma bússola, um sussurro

LuizGustavo Raichaski

Não é sombra, nem é vilão,

É o sussurro antigo da preservação.

Nasceu no fogo, na savana, no relento,

Garantindo que o homem vencesse o tempo.

Não confunda o alerta com a omissão,

Pois o medo é o mapa da precaução.

Ele projeta a queda, o erro, o abismo,

Para que o passo não seja puro egoísmo.

É a consciência que desenha o "pior",

Para que a estratégia se torne maior.

Mas cuidado com o peso dessa armadura:

Se for pesada demais, a ação não perdura.

Entre o susto e a fé, existe um fio,

Onde o equilíbrio atravessa o rio.

O medo que ensina é mestre e vigia,

O medo que trava é pura agonia.

Pois o problema cresce no solo da espera,

E quem se cala, o próprio destino lacera.

Não faça do alerta uma cela ou portão,

Use-o como bússola na palma da mão.

Que ele te prepare, te faça atento,

Mas que nunca roube o seu movimento.



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