Não é sombra, nem é vilão,
É o sussurro antigo da preservação.
Nasceu no fogo, na savana, no relento,
Garantindo que o homem vencesse o tempo.
Não confunda o alerta com a omissão,
Pois o medo é o mapa da precaução.
Ele projeta a queda, o erro, o abismo,
Para que o passo não seja puro egoísmo.
É a consciência que desenha o "pior",
Para que a estratégia se torne maior.
Mas cuidado com o peso dessa armadura:
Se for pesada demais, a ação não perdura.
Entre o susto e a fé, existe um fio,
Onde o equilíbrio atravessa o rio.
O medo que ensina é mestre e vigia,
O medo que trava é pura agonia.
Pois o problema cresce no solo da espera,
E quem se cala, o próprio destino lacera.
Não faça do alerta uma cela ou portão,
Use-o como bússola na palma da mão.
Que ele te prepare, te faça atento,
Mas que nunca roube o seu movimento.
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Autor:
LuizGustavo Raichaski (
Offline) - Publicado: 3 de abril de 2026 12:52
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2
- Em coleções: Filosofia nos poemas.

Offline)
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