Você não tocará em nenhuma delas!
O que está acima, veio debaixo?
Nem sempre...
Repentinamente os braços, a dúvida, os marinheiros, o porto, o farol, o oceano, tudo a se conectar, então a simplicidade dos braços em conexão. E como abraçar na distância? E quando te vejo, o teu olho: eu só quero te agradar, acolho cada palavra. Embora possa discordar, pelas minhas leituras da insônia. Mas sei que, de fato, fico imóvel, faço coisas grandes sendo pequeno. Naturalmente, não ando escrevendo poesias para outras, artifício pobre...toda beleza pode ser vista sem ser tocada, eu quero te tocar, entregue. De forma que começo a olhar, passo a passo, os marinheiros, para o porto e assim progressivamente ao extenso mar. Solto os braços. Você é minha como a paisagem e isso me traz vida. Por causa de tal sublime visão olho como ficaram teus olhos, se sentiu o que senti, ao menos um pouco. O Labirinto e a espiral, a repetição que vários momentos podem ter. E talvez a inconveniência tenha um preço, nem mais sei. Contanto, que não haja dúvida, sim, liberdade, estando preso aos teus olhos. Quem ilumina aumenta a vibração, a força, luz inexata. O portão dos marinheiros pode, por trás sair tanto escárnio, quanto alegria verdadeira. E dizem que Saramago não gostava de vírgulas. Vai e diz para ela que ele te enreda. Sofro menos. Porque tu és uma ideia admirável e penso que não precisaria imitar nenhuma. Como Cassandra. Deduz tão rápido sem nenhum curso de lógica? É que eu não cheguei no farol ainda, onde tudo faz sentido. Bem, tem coisas que não fazem sentido, como deixar-se conhecer, enquanto nada conhece ou quase nada. Estou em círculos. Ouço demais, por isso os ouvidos cansam fáceis. As fardas dos marinheiros não me atiçam. portanto não estou conectado. Obviamente há algo na vida que não vemos ou passa e não queremos ver. Assim, eis o segredo da vida, fingimos, não olhamos as estribeiras dos outros, porque estribeiras existirão, ainda mais com quem fala como se pensasse e falasse ao mesmo tempo, acho lindo. Tento acompanhar, vou conseguir, é tanto nexo que foge do nexo e eu meditativo nesse farol e mar. Transmigrar meu corpo no teu. Nesses faróis da vida e Portos. Fazer enxertos. Aí deixaria de olhar só para o meu corpo, mas isso é fácil quando se tem uma cama. Difícil é esperar. O encontro. Finjo não esperar. Metade das pessoas não sabem que nasci feito mulher, que minha ficção é conhecer por antecipação, verdadeiramente os impacientes mentem. Ouço a mim mesmo e digo que não deveria fazer ficção em primeira pessoa, isso passou ou levantar questões filosóficas. Então incluo mais gente. No mar tem as ondas, as superficiais e as profundas. E elas falam de você. Talvez o romance devesse ser Ane. Sem respostas me chamariam apenas de louco. As palavras encontram a necessidade de serem ditas ou não seriam palavras. A sua energia, a energia delas. As máscaras. A iniciação ao Farol. Mas você - moderninha - seria de outro, se já é de um? Dou risadas. Voltarei para meu turno no farol, de lá ainda te verei com minha representação. Sou eu mesmo que te beijo?
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Autor:
Ronald Pinho1 (
Offline) - Publicado: 3 de abril de 2026 12:30
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
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