Sem roupa, em posição fetal num quarto vazio, as mãos com unhas grandes o suficiente para rasgarem sua pele, rasgando seu peito, braços, coxas e costas. Sem intenção de se machucar, mas sem nenhuma de aliviar a dor. Não é mutilação para alívio, é desespero. Lágrimas escorrem enquanto seu corpo é machucado, gritos escapam, batidas no chão começam. Um grito com toda a força, com todo o ar que havia em seus pulmões. Mão no peito na intenção de tirar o coração que tanto dói. Respiração rápida, ofegante, cansada, olhos ardendo por tanto chorar, garganta coçando de tanto gritar.
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Autor:
★ Céu • ° * (
Offline) - Publicado: 3 de abril de 2026 02:05
- Comentário do autor sobre o poema: Quando a dor emocional não cabe mais, o corpo se torna o seu grito. Sem tentativas de suavizar e romantizar.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5

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