Trabalho com as mãos
para que a mente não avance.
Parafuso,
instalo,
monto,
crio,
para atrasar o pensamento.
Intervalo exato
sem excesso ou ausência,
apenas o óbvio:
Eu, comigo mesmo —
segurando o que ainda não caiu.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 2 de abril de 2026 07:55
- Comentário do autor sobre o poema: Aqui descrevo a continuidade do poema anterior, neste demonstro o uso do trabalho manual como âncora. É fazer a mente focar no físico para silenciar o barulho mental e evitar que a ansiedade ou o excesso de reflexão tomem conta. É a busca pelo equilíbrio no fazer: uma forma de manter a sanidade "segurando" o que é concreto enquanto o interno ameaça desabar.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
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