Foi assim

ondavida amar

Garganta árida, suspirada,

tolhido, turvado.

Estrada que derrete sobre as sandálias proféticas;

vértebras salientes, crânio calvo, desapontado pela gravidade.

Palavra lançada contra murmúrios rancorosos, camuflados.

Uma vida — linha imperfeita, fiada pelo arquiteto que a teceu,

vociferante: insensatos, insetos, insignificantes,

erráticos, camaleões, cambaleantes!

Na teia: invisíveis, grudados, anulados, imóveis.

Soltos, com a pele arrancada, em ais e lamentos.

Crisálidas: seres multicolores, belos

amnésicos

Foi assim, para que se cumprisse.

  • Autor: ondavida amar (Offline Offline)
  • Publicado: 2 de abril de 2026 05:39
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 4
  • Usuários favoritos deste poema: Shmuel
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Comentários1

  • Shmuel

    Uma voz poética clamando no árido deserto.

    Abraços



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