Apesar da inquietude
e da ânsia de existir e ser
é em meio ao tédio
que a maior parte da vida
é vivida e lentamente passa
Na lerdeza prolongada dos minutos
a suavidade monótona tece os instantes
que a memória não há de resgatar
Entre tantas mesmices e marasmos
o tempo boceja sem cansaço
e as manhãs sempre repetem a tarde
enquanto nas noites sonhos nos invadem
Quase nada acontece
quase nada é novidade
apenas aqui e acolá
um estrondo, um espanto
uma surpresa, um assombro
parece desviar a vida de suas margens
Mas logo a vida volta ao seu lugar
e segue sem gesto, barulho ou alarde
à medida em que nela nos afogamos
na correnteza discreta por onde passamos
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Autor:
joaquim cesario de mello (
Offline) - Publicado: 1 de abril de 2026 17:03
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Gilberto C. S. Jr.

Offline)
Comentários1
Que bela composição poeta, parabéns!
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