O último final de semana do mês,
se encerrará em silêncio,
como se o mundo inteiro
se recolhesse,
apenas para que
eu bastasse a mim.
Entre as paredes,
tudo está em ordem.
Ordem demais.
Cada coisa no lugar definido.
Dobro roupas
como quem contém um colapso.
Penso no mar, um limite:
ele me sustenta
ou me engole.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 1 de abril de 2026 08:28
- Comentário do autor sobre o poema: Tem dias que as coisas andam na direção do acaso e nossos atos pontuais determinam a continuidade do presente. Aqui neste poema, busco falar de um silêncio necessário, onde organizo o que está ao redor para conter o que se move dentro.
- Categoria: Conto
- Visualizações: 13

Offline)
Comentários1
Obrigado pela reflexão, muito bom!
Reflita, pode ser um espelho ou apenas uma forma de ver a sua própria realidade.
eu diria que no interior do espelho não há nada, o que vemos, apenas reafirma e justifica a realidade
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