Doença maldita

Kira

A doença de um amor maldito estruturou-se do teu sobrenatural amor. Sobreviveu a tuas memórias de carinho, sobreviveu aos teus “eu te amo” que se cravaram no vácuo da eternidade e sobreviveu a tua voz, que ecoa nas escadarias de teu nome. Ao longe, as margaridas ainda me lembram de teus olhos cheios de segredos, cheios de incertezas –  cheios de entreinhas confusas como espirais. No fundo de minha alma, a superfície que segura-me em terra firme, enche-me de imagens do dia que teus olhos profundos cruzaram os meus, iluminando novamente meu caminho com uma luz a qual aperta a saudade de teu abraço. O pôr do sol ainda atinge-me; o bater das ondas puxam-me até o fundo de meu abismo, sem intenção de deixar-me sair com ar em meus pulmões. As lâminas de minha culpa rasgam a delicada pele de meus braços, como o arame que puxava-me pela mão e segurava-me em teus braços –  como uma mãe que segura um filho para que ele jamais voe para longe.

  • Autor: É a kira né? (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 31 de março de 2026 21:59
  • Comentário do autor sobre o poema: Aquele amor maldito ainda ecoa dentro de mim
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 3


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